(Fuente: quesejadoce-sempre)
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Fazia coleção de corações, e perguntas sem repostas nas sextas feiras pela tarde, como se meus sentimentos, tivessem fases com datas de vencimento e algo de pressa com respeito ao final de semana. As promessas sempre tiveram gosto de sal e as palavras de rotina. As lágrimas ficam engasgadas, fazendo um eco na minha cabeça, me deixando louca, e nem as estrelas me animam nem tiram essa minha estupida mania, com tendência ao fracasso. E se fosse em preto branco, provávelmente a chuva, seria a musica de fundo. Mas com o que fica de cor, te digo Feliz ano e seis meses que já nao existem pra nós dois.
Paola González (via - Morphine and cigarrettes)
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E as mentiras ficam mais amplas por baixo do teu olhar, como se eu fosse a única que não pode ter razão. A rotina começa a me engolir, e as lagrimas me afogam lentamente. Estou caindo no mais profundo do inverno e digo que tu não é a razão, mas as marcas do coração dizem que é mentira. Meus pulmões já estão cansados de mentir, de calar o dano que tu procura me fazer com cada uma das tuas palavras. O silencio me congela os sentimentos, o pouco que ainda fica de mim. Solto os nervos pela boca sem pensar, deixo a sombra do que fui e não voltarei a ser. já não sinto medo de te odiar, de que meu coração fique completamente quebrado nem de que tu vá embora e me deixe sozinha.
Paola González (via-morphine and cigarrettes)
(Fuente: rocknrollgirl)
“Eu lembro que te disse que nunca mais sentiria falta de nós dois, que nunca mais pensaria que poderia ter sido diferente, ou que nunca mais comentaria com as minhas amigas o quanto a sua atual namorada é sem graça e morta. Eu lembro de ter dito “nunca mais”. Mas eu também me recordo de quando você me disse que sempre seria eu. E que você lutaria por nós até o fim. Você mentiu, descumpriu sua promessa. Então, querido, hoje eu faço o mesmo que você; da maneira mais autodestrutiva e masoquista possível. Eu te escrevo um texto que você nunca vai ler, deposito toda a minha dor e saudade em algum lugar que você nunca vai achar. — Eu feri meu orgulho por você tantas vezes. E continuo ferindo. A diferença é que hoje, eu tento esconder os meus machucados por baixo de alguns moletons que não se comparam aos seus.
“Três anos é uma vida.” E isso não tem como esquecer. Foram mais de 1095 dias passados ao seu lado. E eu precisaria de uns três bilhões de anos pra apagá-los da minha memória. Eu sei que você também não se esqueceu. Eu sei que você ainda pensa na gente, mesmo que não goste disso. A diferença é que você não deixa isso ficar à flor da sua pele, você não deixa com que isso faça que você queira deixar a sua nova garota pra trás, só pra ficar do meu lado de novo. Mas vai dizer que não se lembra? E que você não sabe que ela nunca vai passar momentos como os nossos, contigo? Eu te conheci quando você era uma criança, cara. Quando você tinha o cabelo mais mal cortado que eu já vi, quando você ainda era super gordinho e não tinha 60KG com 1,75 como agora. Eu te conheci quando você usava um colar de surf que eu apelidei de colarzinho de macumba, e um casaco marrom que eu achava lindo. Quando você tinha uma paixão secreta por danoninho, e eu te zombava por causa disso… E gostava de uma garota completamente o seu oposto. Que por sinal, era detestada por todos. Eu nunca te disse isso, mas eu preferia ver você com a minha pior inimiga do que com ela. Meu Deus, como ela se agarrava com seus amigos na sua frente? Como você tentava dar um beijo nela todos os dias e ela se esquivava? E eu ficava lembrando diáriamente, no meu papel de melhor amiga perfeita, o quanto eu faria diferente se fosse ela. E por falar em lembrar… Eu lembro do primeiro dia em que a gente se abraçou. E sério, meu coração quase parou. Eu me senti tão especial por ter segurado o meu mundo nas minhas próprias mãos. Eu sei, um abraço não foi nada demais. Eu sei que nem se comparava às milhões de garotas que você passava o dia beijando. Mas quando você me olhou com aquela carinha de eu-sei-que-ninguém-me-ama-mais-que-você, eu tremi junto com a certeza de que todas aquelas meninas seriam só uma prova de que eu era a garota certa pra você, mesmo que demorasse. E sejamos sinceros… Demorou mesmo. Eu não acredito que foi necessário aquilo tudo pra admitir que você amava alguém pela primeira vez na vida, diferente das paixonites e quase-namoradas. Você teve que ficar com duas garotas que eu odiava, mais umas dezoito “qualquer” aí, pagar o maior mico da sua vida carregando um bote no parque aquático comigo, receber uma declaração minha na frente de todo mundo, me dar uma flor pisada de aniversário, escutar meus conselhos sobre a quase-namorada que você deixou esperando no shopping, salvar a minha vida na praia, se fingir de bêbado pra me beijar e outras trilhões de histórias loucas, só pra perceber que era comigo que você queria estar. Demorou, muito. Valeu a pena, muito. E hoje em dia dói… Muito. Porque depois de todos esses anos, foi a primeira vez que você realmente soltou a minha mão pra caminhar com outra pessoa. Depois de tudo isso, de tantos dias, noites passadas juntos, como é possível alguém desistir? Eu não sei. Mas às vezes penso que nós fomos destinados a nunca ficarmos realmente juntos. Eu fui sua melhor amiga durante tempos, seu amor durante tempos também. Mas durante quanto tempo nós conseguimos que as coisas dessem certo? Sempre teve algo errado no fundinho. Ou o seu medo de se jogar, ou o meu receio de me machucar. Você sempre testou os meus limites, o quanto eu era apaixonada, até onde eu iria por você. Você fez isso da pior forma possível, e eu aguentei. Porque eu tentei te amar acima de tudo, enquanto você tentava cobrir o nosso amor com o seu orgulho. Mas desde que tu não desistisse, não saísse do meu lado, não tinha problema pra mim, não importava se era errado. Porque quando você me cobria de beijos, e das suas palavras bobas que preenchiam o meu dia, eu esquecia de todas as consequências. Quando foi que isso deixou de bastar? Quando foi que o amor que nós sentíamos passou a ser só mais um detalhe? E dois anos de amizade colorida, mais um e meio de relacionamento deixaram de fazer alguma importância? Você jura que realmente é feliz com ela? E que nem pensa em mim quando ela pede pra deitar no seu colo ou quando ela fica com o seu casaco durante uma semana? Ela faz as mesmas coisas que eu? Ela é capaz de ser tão divertida e mandona quanto eu era? Ou de ser até mesmo considerada o macho da relação? Ela é tão estranha a ponto de quando sentir com frio dizer “Vem cá me esquentar… Vamos jogar futebol”? Porque eu era tudo isso pra você, por você, com você. E eu faria tudo mais uma vez. Eu derramaria a primeira lágrima de amor da minha vida, me afogaria mais 3 vezes pra você me salvar, eu repetiria o primeiro-beijo-da-nossa-história mais estranho do universo, assistiria você se beijando com aquela garota branquela, te daria conselhos sobre o quanto a sua antiga garota era errada e deixaria você tirar a minha roupa mais um milhão de vezes. Nada continua igual. Mas não foi tudo que mudou. Porque o significado que tudo tem pra mim, é o meu sentimento por você, o seu sentimento por mim que eu sei que ainda existe, mesmo que ele sempre tente adormecer e nunca mais acordar. Quando a gente se olha, tudo volta. Ainda continua perpetuada a nossa história. Fomos nós. Nós que nos amamos desse jeito louco e quase inconsquente. Fomos nós. Nós que nos amamos desde os onze anos de idade. Nós que nos amamos desde que todo mundo passou a escrever nossos nomes e um coraçãozinho do lado no quadro. E você sabe que mesmo que nós tenhamos desistido de tentar, o mundo ainda vai nos puxar para perto. E é isso que mantém minha fé. Eu sou a mesma garota de três anos atrás que ainda espera por você, que ainda enxerga um futuro em nós.”
(Fuente: cartas-inacabadas)